Kawasaki Z900 vende mais que Honda CB 650R e mostra força no mercado brasileiro

Com 1.766 unidades emplacadas no acumulado de 2026, a Kawasaki Z900 aparece entre as naked mais relevantes do mercado brasileiro e aposta em motor de quatro cilindros, eletrônica e visual agressivo para enfrentar rivais de diferentes propostas.

Z900
Z900 2027 | imagem: divulgação Kawasaki

A Kawasaki Z900 continua sendo uma das principais apostas da Kawasaki no mercado brasileiro. E os números de vendas mostram que, apesar de atuar em um segmento bastante disputado, a naked japonesa encontrou seu espaço.

Segundo os dados do mercado mostrados no levantamento, a Z900 soma 1.766 unidades no acumulado de 2026, garantindo 4,25% de participação dentro da categoria Naked/Roadster.

O número coloca a Kawasaki na 8ª posição do ranking, atrás de modelos como Yamaha MT-03, Bajaj Dominar 400, Bajaj NS400Z e Honda CB500.

Mas existe um detalhe interessante nessa história: a Z900 está brigando em uma faixa de mercado na qual preço, cilindrada e proposta são bastante diferentes entre os concorrentes.

Z900
Z900 | imagem: divulgação Kawasaki

Z900 vendeu 197 unidades em agosto

Em agosto de 2026, a Z900 registrou 197 unidades, contra 241 em julho.

Na prática, houve uma retração de aproximadamente 18,3% nas vendas mensais. Ainda assim, o acumulado de 1.766 unidades mantém a Kawasaki em uma posição relevante dentro do segmento.

E aqui está um dos pontos que mais chamam atenção.

A Z900 ficou apenas 83 unidades atrás da Royal Enfield Guerrilla 450, que acumulava 1.683 unidades, e 294 unidades à frente da Honda CB 650R, que tinha 1.472 emplacamentos.

Ou seja: mesmo com uma proposta mais sofisticada e um motor de quatro cilindros, a Z900 consegue disputar espaço com modelos que têm estratégias bem diferentes no mercado.

Kawasaki z900 2027
Z900 2027 | imagem: divulgação Kawasaki

O que a Z900 oferece no Brasil?

A Z900 2026 é uma daquelas motos que não precisa fazer muito esforço para chamar atenção.

O visual Sugomi continua sendo uma das principais marcas da Kawasaki, mas a geração atual vai além do desenho agressivo.

A moto utiliza um motor de quatro cilindros em linha de 948 cm³, capaz de entregar 124 cv a 9.500 rpm e 9,9 kgfm de torque a 7.700 rpm.

E é justamente aqui que a Z900 começa a se distanciar de boa parte das rivais.

Enquanto algumas concorrentes apostam em motores bicilíndricos para reduzir peso, custos e consumo, a Kawasaki segue defendendo uma fórmula que ainda tem muitos fãs: quatro cilindros, giro alto e entrega de potência linear.

A transmissão tem seis marchas e a motocicleta conta ainda com recursos como quick shifter, controle de tração, modos de potência, IMU, ABS e gerenciamento de curvas.

Para completar o pacote, a Z900 2026 recebeu painel TFT de 5 polegadas e controle de cruzeiro eletrônico, dois equipamentos que ajudam a transformar uma naked esportiva em uma moto mais interessante também para viagens.

Z900 2027 | imagem: divulgação Kawasaki

E o preço?

No Brasil, a Kawasaki informa R$ 61.890 para a Z900 2026, sem considerar o frete.

E esse é provavelmente um dos pontos mais importantes para entender os números de vendas.

A Z900 não é uma moto de entrada. Pelo contrário. Ela está posicionada em uma faixa na qual o consumidor já começa a olhar para motos maiores, mais potentes e mais equipadas.

Por isso, seus 1.766 emplacamentos ganham ainda mais relevância.

Z900-2027
Z900-2027 | imagem: divulgação Kawasaki

Z900 contra as concorrentes

O ranking ajuda a entender como a disputa está interessante.

A líder da categoria é a Yamaha MT-03, com 6.233 unidades acumuladas e 14,99% de participação. Logo atrás aparece a Bajaj Dominar 400, com 5.870 unidades e 14,12%.

A Bajaj NS400Z soma 3.977 unidades, enquanto a Honda CB500 aparece com 2.620. Só que comparar esses modelos diretamente seria injusto. MT-03 e Dominar 400 têm propostas e preços diferentes da Kawasaki.


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É justamente por isso que a Z900 chama atenção: ela consegue se manter competitiva mesmo atuando em um território mais caro e especializado. E tem outro detalhe. A Z900 ficou 83 unidades à frente da Guerrilla 450 e 294 unidades acima da CB 650R no acumulado apresentado. Isso mostra que a Kawasaki não está apenas vendendo para um nicho extremamente pequeno. Existe uma demanda consistente por uma naked de quatro cilindros nessa faixa.

O desafio da Kawasaki

O grande desafio da Z900 é continuar crescendo em um mercado que oferece cada vez mais alternativas. A chegada de modelos como a Dominar 400, NS400Z e outras motos de média cilindrada aumentou a pressão sobre as motocicletas mais caras.

Por outro lado, a Z900 tem uma carta importante na manga: motor. São 124 cv, quatro cilindros e um pacote eletrônico bastante completo. Além disso, a Kawasaki conseguiu manter a identidade da moto sem transformar a Z900 em uma máquina excessivamente complicada para uso cotidiano.

E talvez seja justamente essa combinação que explique os números. A Z900 não é a naked mais vendida do Brasil, mas também está longe de ser coadjuvante. Com 1.766 unidades no acumulado e 4,25% de participação, ela mostra que ainda existe espaço para uma moto de quatro cilindros em meio à enxurrada de modelos bicilíndricos e de menor cilindrada.

No fim das contas, a Kawasaki parece ter escolhido um caminho claro: menos volume, mais personalidade e um motor que continua sendo um dos grandes argumentos da categoria.

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