Yamaha Fazer FZ25 Connected: ainda vale a pena pagar mais de R$ 25 mil por uma 250?

Yamaha Fazer FZ25 Connected aposta em motor de 250 cc, ABS nas duas rodas e conectividade para continuar como uma das opções mais completas da categoria.

Yamaha Fazer FZ25 Connected
Yamaha Fazer FZ25 Connected

Tem moto que não precisa de grandes números para conquistar o motociclista. A Yamaha Fazer FZ25 é um desses casos. Ela está há anos no mercado, já ganhou algumas atualizações importantes e continua sendo uma opção bastante interessante para quem procura uma moto para o dia a dia, mas não quer ficar preso às tradicionais 160 cilindradas.

E olhando para a Fazer FZ25 Connected atual, eu acho que a Yamaha acertou em alguns pontos importantes. Mas também existe uma pergunta que não dá para ignorar: com o preço passando dos R$ 25 mil, ela ainda entrega um bom negócio?

A Yamaha anuncia a FZ25 Connected 2026 por R$ 25.290, sem o frete. Com o frete informado pela própria marca, de R$ 1.633, o valor à vista chega a R$ 26.923.

E é justamente aí que a conversa fica mais interessante.

Uma 250 que tenta fazer tudo

A proposta da FZ25 nunca foi ser a moto mais potente da categoria. E, sinceramente, acho que esse não é o ponto forte dela.

A Yamaha aposta em um conjunto equilibrado para quem vai usar a moto principalmente na cidade, mas também quer ter liberdade para pegar uma estrada de vez em quando. A própria marca destaca o motor de 250 cilindradas pela combinação de desempenho, eficiência, confiabilidade e manutenção simples.

Na prática, é aquela receita que faz bastante sentido para quem quer sair de uma 160 e ainda não pretende partir para uma moto muito maior.

Você ganha mais motor, uma ciclística mais encorpada e uma moto que transmite uma sensação de categoria superior, sem necessariamente entrar no território das 300 ou 400 cilindradas.

ABS nas duas rodas é um baita ponto positivo

Se tem uma característica que eu considero muito importante na FZ25 é o ABS de série nas duas rodas.

A Yamaha equipa a moto com sistema ABS tanto na dianteira quanto na traseira, algo que faz diferença principalmente para quem utiliza a motocicleta diariamente e pode enfrentar situações de baixa aderência ou frenagens mais fortes.

E aqui eu acho que vale elogiar a Yamaha.

Hoje, quando alguém vai gastar mais de R$ 20 mil em uma moto, segurança não deveria ser tratada como luxo. Ter ABS nas duas rodas de série deixa a FZ25 mais interessante e ajuda a justificar parte da diferença de preço em relação às motos menores.

Yamaha Fazer FZ25
Yamaha Fazer FZ25

Visual ainda é um dos pontos fortes

Outra coisa que continua funcionando muito bem na FZ25 é o desenho.

A moto tem uma proposta mais agressiva, com conjunto óptico em LED, projetor, DRL e novas setas de LED. A Yamaha também atualizou as entradas de ar para reforçar essa aparência mais esportiva.

E isso pode parecer apenas estética, mas não é.

Uma parte importante do sucesso de uma moto está justamente na vontade que ela desperta no proprietário. A FZ25 tem aquele visual de moto maior e mais cara, e acredito que isso pesa bastante na decisão de compra.

Yamaha Fazer FZ25
Yamaha Fazer FZ25

A conectividade é útil, mas não compraria a moto só por isso

O nome Connected também não está ali por acaso.

A FZ25 utiliza o sistema Yamaha Motorcycle Connect, integrado ao aplicativo Yamaha Motor On. O sistema permite acompanhar informações de utilização e desempenho, programar manutenções, visualizar dados de pilotagem e até encontrar o local onde a moto foi estacionada.

O painel digital também mostra informações relacionadas ao celular e notificações de chamadas e mensagens.

É legal? Sim.

É um diferencial? Também.

Mas, sendo bem sincero, eu não compraria uma FZ25 apenas pela conectividade.

Para mim, ABS, conjunto mecânico, conforto, ciclística e confiabilidade são fatores muito mais importantes. A conectividade entra como aquele “algo a mais” que deixa uma moto que já é boa um pouco mais moderna.


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E o conforto?

Aqui a Yamaha também mexeu em um ponto importante.

A FZ25 recebeu atualizações no banco e nos retrovisores, enquanto a suspensão traseira possui ajuste. A Yamaha também afirma ter trabalhado na rigidez e na espessura da espuma do banco bipartido para melhorar o conforto do piloto e do garupa.

Para quem usa a moto todos os dias, esse tipo de mudança pode fazer mais diferença do que uma tela enorme no painel ou meia dúzia de funções eletrônicas.

Afinal, depois de algumas horas em cima da moto, o que importa é chegar ao destino sem ficar pensando no banco.

Ficha técnica da FZ 25

Item Especificação
Motor 4 tempos, SOHC, 2 válvulas, monocilíndrico
Refrigeração Ar
Cilindrada 249 cm³
Diâmetro x curso 74,0 x 58,0 mm
Taxa de compressão 9,8:1
Alimentação Injeção eletrônica
Combustível Gasolina
Potência máxima 21,3 cv a 8.000 rpm
Torque máximo 2,1 kgf.m a 6.000 rpm
Transmissão 5 velocidades
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Partida Elétrica
Sistema de transmissão final Corrente
Suspensão dianteira Garfo telescópico
Suspensão traseira Balança traseira com monocross e ajuste
Freio dianteiro Disco hidráulico com ABS
Freio traseiro Disco hidráulico com ABS
Pneu dianteiro 100/80-17
Pneu traseiro 140/70-17
Comprimento 2.015 mm
Largura 770 mm
Altura 1.070 mm
Distância entre-eixos 1.360 mm
Altura do assento 795 mm
Altura mínima do solo 160 mm
Peso em ordem de marcha 149 kg
Capacidade do tanque 14 litros
Óleo do motor 1,5 litro
Iluminação LED
Painel Digital
Conectividade Yamaha Motorcycle Connect
Garantia 4 anos

O problema da FZ25 hoje é o preço

E chegamos ao ponto que mais me chama atenção.

A Fazer FZ25 Connected custa oficialmente R$ 25.290 à vista, sem frete. Com o frete divulgado pela Yamaha, são R$ 26.923.

E quando uma moto 250 começa a se aproximar dos R$ 27 mil antes mesmo de documentação e outros custos, o consumidor naturalmente começa a olhar para outras opções.

Não significa que a FZ25 seja cara pelo que entrega.

Significa que o mercado ficou caro.

A própria Yamaha posiciona a FZ15 Connected em R$ 21.190 e a Lander Connected em R$ 29.290. Isso coloca a FZ25 exatamente naquele espaço intermediário da linha.

E, na minha opinião, é aí que a FZ25 fica interessante.

Ela não é mais uma moto de entrada. Também não é uma moto de alta cilindrada. É aquela opção intermediária para quem quer algo mais completo sem necessariamente subir para uma categoria maior.

Eu compraria?

Se eu estivesse procurando uma moto para usar diariamente, com bastante cidade, algumas viagens e quisesse ficar na faixa das 250 cilindradas, a FZ25 estaria facilmente na minha lista.

Mas eu não compraria sem antes colocar no papel o custo final.

A moto tem ABS nas duas rodas, motor de 250 cc, suspensão traseira ajustável, iluminação em LED, conectividade, tomada 12V e ainda oferece quatro anos de garantia, segundo a Yamaha.

Isso forma um pacote bastante completo.

O problema é que o preço já exige que o comprador pense com mais calma.

Para mim, a FZ25 continua sendo uma das motos mais equilibradas da Yamaha para quem quer subir de categoria sem exagerar. Só que aquela época em que uma 250 era automaticamente uma compra barata ficou para trás.

Hoje, comprar uma FZ25 é muito mais uma decisão de equilíbrio entre o que você precisa e o quanto está disposto a pagar.

E talvez seja justamente esse o maior mérito dela: a Fazer FZ25 não tenta ser a moto mais tecnológica, mais potente ou mais barata.

Ela tenta ser uma moto que faz praticamente tudo bem.

E, para muita gente, isso ainda vale bastante.

E você, acha que vale a pena comprar uma FZ25? Deixe sua opinião nos comentários, e compartilhe nossa matéria em suas redes sociais.

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