O rali Paris-Dakar começou em 1979 e em pouco tempo se tornou o maior rally do mundo. E só após 3 edições a Honda apresentou o primeiro protótipo que deu origem a Africa Twin.
A Yamaha XT 500 que deu origem a Tenere 600. Foi a primeira moto a vencer a competição por dois anos seguidos, O terceiro ano foi a vez da BMW R 80 GS.
No quarto ano da edição a Honda com sua XR 550 vence pela primeira vez a competição entrando na briga da Yamaha e que BMW.

Vendo BMW voltar a vencer com sua R 100 GS de 1983-1985. A Honda resolve investir alto para vencer o Dakar, em 1986, lançou o protótipo NXR 750V criada pela divisão esportiva HRC. Vencendo o Dakar por quatro anos seguidos, em 1988 o sucesso rendeu o lançamento do modelo de rua XRV 650 Africa Twin.
A nova XRV 650 Africa Twin não era a mesma moto do Dakar, mas trazia muitas referências ao protótipo. Mantinha características como motor em V de refrigeração líquida, suspensões de cursos superiores a 200 mm e aro 21. A tanque de 20 litros e grande carenagem frontal. Na pintura, o padrão de competição da marca em branco, azul e vermelho.
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Seria a nova concorrente da Yamaha XT 600Z Ténéré, usando tecnologia mais recente e entregando rendimento superior.
Afinal, tinha um motor de dois cilíndricos com refrigeração líquida (57 cv e 6,1 kgf.m) contra um mono a ar (46 cv e 4,5 kgf.m). Por outro lado, isso deixaria a Africa Twin mais pesada que a Ténéré.
Em 1989 a Yamaha revidou lançando XTZ 750 Super Ténéré. Incorporava um motor de 2 cilindros paralelos refrigerado a líquido com comando de válvulas duplo e 5 válvulas por cilindro. A receita rendia até 70 cv e 6,8 kgf.m. No ano seguinte a Honda retrucou elevando a cilindrada para a XRV 750 (62 cv e 6,4 kgf.m). Este foi o ano do fim da hegemonia da marca no Dakar, quando todos foram surpreendidos pela Cagiva Elefant 900. Em 1991 a Yamaha voltou a dominar com o protótipo YZE 750T, que venceria seis vezes com Stéphane Peterhansel.
Africa Twin e XTZ 750 Super Ténéré perde protagonismo para KTM
A Africa Twin continuou sendo produzida até sair de linha em 2003, quando a Ténéré 750 da Yamaha já não existia. E a KTM entrava para história dominando o dakar, vencendo de 2001 até 2019.
Africa Twin voltou a ser fabricada em 2016 retomando o aro dianteiro 21 com motor de 2 cilindros (paralelos). E agora chega à segunda geração passando de CRF 1000L para CRF 1100L Africa Twin.


Diego Pereira, mais conhecido como Diego CM, é criador de conteúdo automotivo e especialista no universo das motocicletas. Apaixonado pelas duas rodas, já percorreu milhares de quilômetros em viagens de moto por diversas regiões do Brasil, acumulando experiência prática que serve de base para suas análises, testes e conteúdos.


