Yamaha domina o mercado de motos usadas no Brasil e a Tabela Fipe explica o porquê

Boa procura, facilidade de revenda e valorização ajudam a explicar por que as motos Yamaha se destacam entre as usadas no Brasil.

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Yamaha MT-07

A Yamaha chegou ao Brasil em 1970 e foi a primeira fabricante de motocicletas a operar no país. Mais de cinco décadas depois, a marca dos diapasões ocupa um lugar que poucas montadoras conseguem sustentar: está simultaneamente no topo das vendas de novas e entre as mais procuradas no mercado de usados.

Em 2025, a Factor 150 foi o modelo da marca com melhor desempenho de vendas, a FZ25 terminou o ano em nono lugar geral com 46.156 emplacamentos e a Lander 250 ficou em décimo segundo com 42.823 unidades. A Tabela Fipe de junho de 2026 registra 143 modelos da Yamaha indexados, cobrindo desde as primeiras unidades produzidas no Brasil até os lançamentos mais recentes. Esse volume de modelos na tabela é, por si só, um retrato da presença histórica e atual da marca no mercado nacional. E os preços que a tabela registra explicam por quequem compra Yamaha costuma ser bem-recebido quando vai revender.

Por que a Yamaha segura valor melhor

Antes de entrar nos preços específicos por modelo, é importante entender o mecanismo por trás da valorização de uma moto usada. A Tabela Fipe registra o valor médio de mercado baseado em transações reais, não em preços anunciados. Quando uma moto aparece consistentemente com valor próximo ou acima da tabela, o mercado está dizendo que a demanda por aquele modelo supera a oferta disponível. Quando aparece muito abaixo, o mercado está descartando o modelo por falta de interesse.

A Yamaha opera bem nesse sistema por três razões estruturais. A primeira é a confiabilidade histórica: modelos como a YBR 125, a Fazer 150 e a XTZ 250 Lander construíram reputação de durabilidade ao longo de décadas, e essa reputação se traduz em demanda consistente no mercado de usados. A segunda é a disponibilidade de peças: a rede de concessionárias e de distribuidores de autopeças cobre bem o território nacional, o que reduz o custo de manutenção e torna o modelo atraente para o comprador que quer moto confiável e barata de manter. A terceira é o volume de produção: modelos com alto volume de vendas geram frota expressiva, o que sustenta tanto a oferta de usados quanto a disponibilidade de peças por décadas após o encerramento da produção.

Os modelos mais relevantes na Tabela Fipe Yamaha em 2026

A Tabela Fipe da Yamaha cobre uma amplitude de modelos que vai desde as motonetas até as naked de alta cilindrada. Os segmentos com maior relevância para o comprador de usados são as commuters de baixa cilindrada, as trails de média cilindrada e as naked intermediárias. Na faixa de commuters, a Factor 150 e a Fazer 150 são os modelos com maior volume de transações no mercado de usados. A Factor 150, voltada para uso diário e trabalho, mantém valores estáveis na tabela pelo mesmo motivo que a Honda CG 160 domina as vendas de novas: custo de uso baixo, peças baratas e mecânica que qualquer oficina conhece. A Fazer 150, com visual mais esportivo e mesma base mecânica, atrai um perfil de comprador ligeiramente diferente mas com o mesmo comportamento de preço na tabela.

A YBR 150, que antecedeu a Factor na linha Yamaha e foi produzida por anos antes de ser substituída, aparece nos rankings de mais vendidas de 2025 ainda como o modelo de melhor desempenho da marca dentro da faixa de 150cc, o que indica que os exemplares usados ainda têm boa liquidez. Um exemplar bem conservado da YBR 150 de até dez anos de uso costuma ser negociado próximo ao valor da Fipe porque o comprador que busca esse modelo sabe exatamente o que quer e está disposto a pagar o preço justo. Na faixa de trails de média cilindrada, o destaque é a XTZ 250 Lander, que terminou 2025 em décimo segundo lugar geral com mais de 42 mil unidades emplacadas e figura entre os
modelos com melhor desempenho no segmento trail médio do país.


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A Lander, com motor monocilíndrico de 249cc e postura de condução ereta, atende o motociclista que precisa de polivalência entre cidade e estrada sem compromisso com off-road extremo. Na tabela Fipe, exemplares com até cinco anos de uso e menos de 30 mil quilômetros tendem a ser negociados próximos ou levemente acima do valor de referência.

A XTZ 250 Tenere, versão mais aventureira da mesma plataforma, tem comportamento similar na tabela mas com uma comunidade de entusiastas mais nichada que sustenta a demanda de forma consistente. Exemplares bem equipados com bagageiros, protetor de motor e pneus adequados costumam sair por valores acima da Fipe porque o comprador desse segmento valoriza a moto pronta para uso. Na faixa de naked de média cilindrada, a MT-03 é o modelo Yamaha com maior apelo entre os entusiastas de desempenho que buscam usados. Com motor bicilíndrico de 321cc derivado da R3, a MT-03 entrega uma experiência de condução que nenhuma commuter replica, e o mercado de usados reconhece isso nos preços. Exemplares bem conservados
da MT-03 com até três anos de uso tendem a aparecer acima da Fipe nos anúncios, especialmente nas regiões Sul e Sudeste onde a demanda por naked de média cilindrada é mais expressiva.

A FZ25, terminada em nono lugar nas vendas de 2025 com 46.156 emplacamentos, é o modelo Yamaha com maior volume no segmento de naked 250cc. Com motor monocilíndrico de 249cc e preço sugerido em torno de R$ 25.190 na versão nova, os exemplares usados com um a três anos de uso e quilometragem moderada costumam aparecer entre R$ 18 mil e R$ 22 mil, próximos à referência da Fipe.

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Como usar a Tabela Fipe para comprar uma Yamaha usada

A Tabela Fipe é o ponto de partida da negociação, não a decisão final. Para qualquer modelo Yamaha, o processo de avaliação começa com a consulta da tabela para o ano e versão específicos do veículo em análise. Com o valor de referência em mãos, o comprador tem a base para negociar.

Motos anunciadas acima da Fipe exigem justificativa: quilometragem muito baixa, acessórios originais instalados, revisões em concessionária documentadas ou estado de conservação acima do padrão são argumentos válidos para pagar acima da tabela. Motos anunciadas significativamente abaixo da Fipe merecem investigação: o preço baixo pode indicar problema mecânico não revelado, documentação irregular, histórico de acidente ou simplesmente pressa do vendedor que pode ser aproveitada pelo comprador criterioso.

Para as Yamahas especificamente, os pontos de atenção na vistoria variam por modelo. Nas commuters de 150cc, verifique o estado da corrente e da coroa, o consumo de óleo do motor e o funcionamento do câmbio em todas as marchas. Nas trails de média cilindrada, inspecione as garfos dianteiros por vazamento de óleo e a altura das borrachas do freio traseiro a tambor. Nas naked de média cilindrada como MT-03 e FZ25, o radiador e o sistema de arrefecimento merecem atenção, além da condição dos pneus, que têm custo de reposição acima dos modelos de baixa cilindrada.

O que a Tabela Fipe confirma sobre a Yamaha

A presença de 143 modelos indexados na Tabela Fipe Yamaha de junho de 2026 é um retrato de décadas de compromisso com o mercado brasileiro. Nenhuma outra montadora de motos tem história comparável no país, e essa história se traduz em algo que o comprador de usados valoriza acima de qualquer especificação técnica: confiança. Confiança de que vai encontrar peça, confiança de que vai encontrar mecânico que conhece o modelo e confiança de que, quando chegar a hora de vender, vai ter comprador esperando.

A Tabela Fipe da Yamaha não é apenas uma lista de preços. É o registro de quanto o mercado está disposto a pagar por esse histórico. E os números de 2026 mostram que o mercado está pagando bem.

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